O projeto começa no terreno, não na planta
Em Maricá, dois terrenos do mesmo tamanho podem render casas muito diferentes. A legislação urbanística define recuo, taxa de ocupação, taxa de permeabilidade e altura máxima por zona, e cada bairro tem a sua. Some a isso a realidade física do lote — areia, lençol freático alto perto da lagoa, declividade nos bairros de encosta, presença ou ausência de rede pública de esgoto — e fica claro por que a primeira etapa é ler o terreno.
Só depois disso o desenho começa. É o que evita o cenário mais caro que existe: uma casa bonita no papel, recusada na aprovação ou inviável de executar pelo custo de fundação e contenção que ninguém previu.
Consulta urbanística
Levantamos os parâmetros da zona onde o lote está: o que pode ser construído, quanto de área, com que recuos e que altura.
Leitura física do lote
Topografia, orientação solar, ventos dominantes, vizinhança, acesso e o tipo de solo que vai definir a fundação.
Programa de necessidades
Quantos quartos, como a família vive, o que é essencial e o que é desejável — e qual investimento cabe nesse conjunto.
As etapas de um projeto de arquitetura
Cada etapa é aprovada por você antes da seguinte começar. Ninguém detalha uma casa que ainda não foi decidida.
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Estudo de viabilidade
Verificação do que a legislação permite naquele lote e do que o seu programa exige. Sai daqui a área construída possível e uma primeira faixa de investimento.
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Estudo preliminar
A primeira proposta de implantação e de distribuição dos ambientes, já em volume 3D. É a etapa das mudanças grandes — mover a casa no terreno, virar a fachada, repensar o programa.
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Anteprojeto
A solução escolhida ganha medidas reais, pé-direito, escada, cobertura e materiais. Aqui a casa para de ser ideia e vira um objeto que pode ser orçado.
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Projeto legal
O conjunto de pranchas no padrão que a Prefeitura de Maricá exige, com responsabilidade técnica registrada, para dar entrada no alvará de construção.
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Projeto executivo
O detalhamento que a obra usa: cotas, paginação de piso e revestimento, detalhes de esquadria, forro, bancada, escada e impermeabilização, com especificação de cada material.
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Compatibilização
Estrutura, elétrica, hidráulica, gás e climatização são sobrepostos ao modelo BIM. Conflito entre viga e tubulação se resolve na tela, não na parede já levantada.
O que você recebe no fim
- Plantas baixas de todos os pavimentos, cotadas, com áreas e nomenclatura de ambientes.
- Cortes, fachadas, planta de cobertura, situação e locação. O conjunto completo de representação.
- Modelo BIM 3D. A casa inteira modelada. É dele que saem todas as pranchas e todos os quantitativos, então planta, corte e orçamento nunca contam versões diferentes da mesma casa.
- Imagens 3D e tour virtual. Você enxerga a casa antes do primeiro saco de cimento.
- Memorial descritivo: a especificação escrita de acabamentos, esquadrias e sistemas.
- Detalhamento executivo para as partes que não se resolvem em planta baixa.
- RRT ou ART registrada. Sem ela a Prefeitura não aprova e o banco não financia.
Projetos complementares — estrutural, fundações, hidrossanitário, elétrico, SPDA, gás, climatização, piscina — podem ser contratados junto e são desenvolvidos sobre o mesmo modelo. A lista completa está na carta de serviços.
O que faz o preço do projeto variar
Não trabalhamos com tabela fixa por metro quadrado, porque duas casas de 200 m² podem exigir esforços completamente diferentes. O que pesa na proposta:
| Fator | Por que muda o valor |
|---|---|
| Área construída | Mais área é mais desenho, mais detalhe e mais compatibilização. |
| Complexidade do terreno | Declividade, contenção e implantação em vários níveis multiplicam o trabalho de projeto. |
| Escopo contratado | Só arquitetura, ou arquitetura mais os complementares, ou o pacote com legalização. |
| Nível de detalhamento | Projeto legal apenas custa menos, mas transfere decisões para a obra — onde erro custa mais caro. |
| Aprovações especiais | Condomínio, Bombeiros, licenciamento ambiental ou área de proteção acrescentam etapas. |
Para uma ideia de custo da construção em si — e não do projeto — veja quanto custa construir em Maricá em 2026.
Projeto e obra respondendo pelo mesmo conjunto
Aqui o projeto não termina na entrega das pranchas. Quem desenhou continua respondendo pelo conjunto na aprovação, no orçamento e na obra, porque é a mesma equipe que leva o processo até a averbação. O problema mais comum de quem constrói em Maricá não costuma ser a falta de bom profissional: é a falta de costura entre eles.
- Tudo em BIM. O modelo é único: o que muda na planta muda no corte, na fachada e no quantitativo, sem desenho desatualizado circulando na obra.
- Quem projeta conhece a obra. Executamos obras em Maricá, então o detalhe que sai daqui é um detalhe que se constrói de verdade.
- Legalização no mesmo contrato. Se quiser, o projeto já sai com a aprovação encaminhada — veja como funciona a legalização.
- Responsabilidade técnica formal. Todo projeto sai com registro no conselho e um profissional respondendo por ele.
Maricá e região
Atendemos toda a cidade de Maricá e as cidades vizinhas. Projetos já entregues em:
- Centro
- Itaipuaçu
- Barra de Maricá
- Ponta Negra
- Jaconé
- Inoã
- Itaocaia Valley
- Cordeirinho
- Guaratiba
- São José do Imbassaí
- Bambuí
- Flamengo
- Manoel Ribeiro
- Niterói
- Saquarema
- Itaboraí
- Rio Bonito
Sobre projeto de arquitetura em Maricá
Em média de 60 a 120 dias entre o estudo preliminar e o projeto executivo, dependendo do tamanho da casa e do número de revisões. A aprovação na Prefeitura de Maricá corre em paralelo e tem prazo próprio, que varia conforme a fila do órgão e as exigências do terreno.
Estudo de viabilidade do terreno, plantas de todos os pavimentos, cortes, fachadas, planta de cobertura, situação e locação, modelo BIM 3D, imagens do exterior e do interior, memorial descritivo e o conjunto de pranchas assinado com RRT ou ART para dar entrada na Prefeitura.
Não. O projeto legal é o desenho que a Prefeitura precisa para liberar o alvará: ele prova que a casa respeita recuos, taxa de ocupação e gabarito. O projeto executivo é o desenho que o pedreiro usa: detalhamento, paginação de piso, esquadrias, cotas e especificações. Construir só com o projeto legal é a origem mais comum de retrabalho em obra.
Sim, e as regras do condomínio costumam ser mais restritivas que as da Prefeitura. Levantamos as duas antes do estudo preliminar.
Para reforma interna que não muda área nem estrutura, nem sempre há exigência de aprovação, mas o projeto continua valendo a pena para orçar e executar sem improviso. Ampliação, novo pavimento e mudança de fachada exigem projeto e alvará específico.